Chris Dexter Greenspan, aka oOoOO (pronuncia-se "OH") faz downtempo soturnão que a galera especializada em rotular os sons (Pitchfork, por ex.) tem chamado de witch house. Pra mim, o que importa é que o som é bão!
Este ano, oOoOO lançou o EP "Our Loving Is Hurting Us" que curiosamente conheci através de um twit de Chino Moreno, vocalista do Deftones que já há algum tempinho vem experimentando som em seu projeto paralelo ††† (Crosses).
O primeiro som do EPzinho já me pegou, 'TryTry' é soturna, de baixo marcadão e base com scratches ousadões.
'Star', tem base quebradona, vocal sintetizadão, dark com solinho de guitarra calmante, típico do trip-hop. Se liga...
O modelo de criação musical sempre muda, sempre se atualiza. Se é rock a bola da vez e o hip-hop também, por quê não misturar? A bola da vez aqui é o rock e a música eletrônica, e os 'bons beat'. Nessa receita, adicionamos uma garrafa de genialidade, parcerias certas e tudo dá certo!
Puscifer é projeto paralelo de Maynard James Keenan, vinicultor e frontman das bandas Tool e A Perfect Circle, que, durante as turnês ou nos standby's delas, ele abria a mente e criava. Eis que nasce um single "Don't Shoot The Messenger", musicalmente completamtente distante do que o tal costumava criar, sujo de arranjo e letra, 'Revelation 22:20' me pegou de surpresa lá em 2007 junto com a 'The Undertaker', outra faixa que já começou a dar uns tapas na minha percepção musical de modo geral... se ligaê:
REV 22:20 by Puscifer on GroovesharkThe Undertaker by Puscifer on Grooveshark
"V Is For Vagina" (!), primeiro disco de estúdio do Puscifer traz arranjos e letras intrigantes. A primeira ouvida, não tinha descido, não. Esperei um vinho, desceu que nem pinga e deixei de lado. Depois do lançamento do último disco, resolvi dar uma chance pra "vagina do Maynard" e tive outra percepção do trabalho. Se liga em 'Dozo' e baixe o disco!
Em 2008, foi lançado o "V Is For Viagra - The Remixes" e aí sim dei valor, porque os remixes realmente são muito bons! Me esqueci do "V Is For Vagina", que tinha desgostado no primeiro momento e abracei completamente o "...Remixes". Se liga em 'Momma Sed [Tandimonium Mix]' e 'Drunk with Power [Hungover and Hostile in Hannover Mix]':
Momma Sed (Tandimonium mix) by Puscifer on GroovesharkDrunk With Power (Hungover and Hostile in Hannover mix) by Puscifer on Grooveshark
EP's com participações especiais, zombaria, sadismo, sarcasmo, cinismo e essa ironia boa que tem o som desses caras tava bom, mas tudo isso já tava começando a me irritar: O A Perfect Circle e o Tool parados. Eu - fanzásso dessas bandas, da voz do Maynard, que pra mim é das melhores em expressão e lirismo, escutando isso tudo sintetizado, mexido, remixado, esperando a volta. Até que então, em 2011, o Puscifer ressurge de novo: - "Novo disco de Puscifer a caminho". Esperei mais do mesmo: putaria, tiração, sadismo e sujeira. VIAJEI!
"Conditions Of My Parole" veio consolidar o Puscifer com classe! A primeira coisa que notei diferente no som foi que, a voz do Maynard estava de volta e inclusive que, as parcerias desta vez clareava e abria o som de um passado completamente fechado, denso, soturno. Quando lançado, derrubou tudo o que ouvia na época e tomou primeira posiçao no meu ranking de discos do ano no Rock News And Reviews. Esquece tudo o que você ouviu acima, e conheça o Puscifer na era do "Conditions Of My Parole".
Muito suspeito, apresento o disco com 'Monsoons', que traz a voz do Maynard de volta, transpassada em divesas alturas em backing vocals e arranjão calminho, letra instrospectiva de mensagem positivíssima, melodiosa, harmoniosa, simplesmente perfeita. E 'Horizons', que representa a parte leve do disco.
Monsoons by Puscifer on GroovesharkHorizons by Puscifer on Grooveshark
Tá. Então vamos ao Puscifer de fato. O "Conditions Of My Parole" vai sendo intercalado no esquema "2 faixinhas de Deus, 2 do demônio...". As de Deus já mostrei, agora vamo às do demônio hohoho! O primeiro single do disco é 'Man Overboard', tem clipe em animação e é uma pancadona pra não dizer que eles se converteram ao budismo! LOL!
"Crazy Clown Time" é o nome do disco de estréia do cineasta (e músico!) David Lynch. Sim! Aquele que escreveu e dirigiu Twin Peaks, Cidade dos Sonhos (!), e todos aqueles outros filmes que você não entendeu, ou que você entendeu sim, de tão nerd que és!
"Tá mas, e...??"
E que o trampo é interessante e remete 'visualmente' a peculiaridade de seus roteiros (!) Será que viajei no comentário? Bem, se viajei ou não na questão da sonoridade, tire sua própria conclusão. O primeiro som que curti, descobri que tem vídeo de roteiro altamente previsível: 'Good Day Today' é surrealista-realista-abstratista (!), extremista, enfim, um som que poderia ser de qualquer músico, menos do Lynch, han?...
O primeiro single do disco foi a faixa título 'Crazy Clown Time', no vídeo, rola uma festinha private a la Lynch, que nos deixa claro que o bonitão certamente vai economizar em sonoplastia e trilha sonora nos seus próximos longas!
O som do disco inteiro é bastante estranho, no bom sentido. Denso, soturnão, faixas bem experimentadas. Tem aquele ar de "tô vendo aqui o que esse sintetizador faz se eu apertar assim... ...ô guitarrista! Desafina e vai tocando qq coisa aí..."
Strange And Unproductive Thinking by David Lynch on Grooveshark
Analistando de forma geral, esse disco tinha tudo pra ser uma bosta. É claro que não foi lá 'o futuro'. Mas, vindo de um fatídico cineasta, acho que mandou bem e fez um discão alternativo que na festinha private das dórgas, acho que pode tocar no repeat e todo mundo vai achar mega hype! hohoohoho
É negada... criatividade definitivamente deveria ser vendida em em maço na padaria...
O disco da vez é o "ZenZero", lançado em 2011. Discão crítico, diga-se
de passagem. O último som que me remeteu à esta atmosfera com tal
qualidade foi o autointitulado Eskmo, de 2010. Bom, não sou muito chegado
em comparações, então, vamos logo ao que interessa.
Thriftworks tem pé no dubstep em razão dos efeitinhos e das viradas características, só que o rítmo e o tempo pega forte no glitch-hop. Thriftworks lembrou muito bem de cuidar dos beats, do baixão, que chega a dá dó e a conversação totalmente instrumental nos levando de encontro com o hip hop. Conversação instrumental essa que dispensa qualquer letrista bom.
Glitch-Hop conversante em 'Goat Ropes', terceira faixa do disco, vem pra tirar a favela com força! =D
Quer mais? Se liga em 'Slump Nuggies' que é tipo um dubstepão gingado no hip-hop! #fodão
Divertido foi quando começou a 'Zanibar Ophanid' com participação especial do Snake do joguinho Metal Gear Solid 'cantando' e o alarme fazendo parte do arranjo musical! =D
Cantora de jazz, holandeza e de voz pontual, Esmeralda Caroline, ou melhor - Caro Emerald, é gordinha e toda 'bôa'! Tese: 2 anos depois do lançamento de seu primeiro e aclamado disco "Deleted Scenes From The Cutting Room Floor", já ganhou um monte de prêmios, vendeu horrores e eu precisava desabafar sobre essa gordelícia que não larga meu ouvido!
O primeiro som que conheci da Caro Emerald foi 'That Man', faixa que abre o "Deleted Scenes From The Cutting Room Floor", tem vídeo que é de muito bom gosto!! ;)
Daí, no decorrer das audições, comecei a fuçar, e encontrei essa versão de 'The Other Woman', que minha nossa! Essa mulher tem que vir pro Brasil! Pra gente babar nela! Linda! E ao vivo é melhor que no cd!
CHUPA! 'Dr. Wanna Do' ao vivão em Paris!
OW! E essa banda que ela carrega? 'Vão Se Foderem', hein? #cacete
Em 2006, Thom Yorke lançou seu primeiro disco solo, "The Eraser", cheio de barulhinhos, bases eletrônicas, músicas boas de fato! Fico meio sem graça porque eu já faço os posts pagando um master pau pros caras todos. Falar desse maluco, então? pff... segunda faixa do "The Eraser" - 'Analyse', play!
Certamente, os 'hipsterzão' que acessam, devem estar se perguntando: "o que pôôrra que esse retardado tá indicando esse disco agora?". Eu, francamente me defendo: "mááno, sou novo no bagulho! Tô só na 'camaradagi' de avisar a geral que isso EXISTE!" #Hadouken! *puk #defense
vai escutando o baixão da 'Harrowdown Hill', enquanto lê minhas asneiras...
Thom Yorke, todo mundo já sabe, é frontman do Radiohead e agora, mãe dos beats! LOL! É engraçado, e acima de tudo estranho, ver a tragetória do Radiohead; O que houve do "Ok Computer" pra frente e o que aconteceu com o Thom! O maluco virou o rato da rave e well done! Tamo junto, Thom'zinho!
Por volta de 2009, o bonitão se uniu com um povinho (!) pra fazer as apresentações do "The Eraser". Sabe quem é esse "povinho"? Não? Eu conto: Flea (baixista do Red Hot Chili Peppers), o baterista Joey Waronker (que já acompanhou, entre outros, R.E.M e Beck), o produtor Nigel Godrich, apelidado de "sexto integrante do Radiohead", e o multi-instrumentista brasileiro Mauro Refosco (da banda Forró In The Dark). RÁ! Este é o Atoms For Peace! Chato, né?
Vai lá, colega. Assista o Atoms For Peace fazendo 'Cymbal Rush' - Live At Fuji Festival, 2010 com seus próprios olhos e se liga no que acontece ao vivo...
Gotye (pronuncia-se "go-chá-yay"), é belga-australiano e é multi-instrumentista, e pelo que se percebe do som do cara, ele também é um gênio. Discografia a parte, o que pega aqui é o ultimo disco, lançado em 2011, intitulado "Making Mirrors".
Na primeira audição do "Making Mirrors", a sensação nas primeiras faixas foi estranha. Que é bom, é! Não precisa se esforçar muito pra perceber isso. Conforme o disco vai andando, começam a surgir as surpresas. Primeiro single e sucessão, 'Somebody That I Used To Know' é ótima, letrona, arranjinho retrô...
Somebody That I Used To Know by Gotye on Grooveshark
Daí, a quinta faixa é perfeita! De arranjo minucioso, 'Smoke And Mirrors', já me segurou pelo arranjo...
Eu, pensando no produtor que tava por trás do processo de criação, encontrei isso, por acaso...
Bem, a indicação do "Making Mirrors" do Gotye tá feita. Se for curioso, vai atrás da discografia, que diga-se de passagem, não deixa a desejar em nada ;)
Burial (William Bevan) é inglês, produtor musical e tá na cena eletrônica desde 2006, quando lançou seu primeiro disco autointitulado "Burial", causando um blablablá muito positivo da crítica. Em 2007, lançou o discão "Untrue"e deu mais ainda o que falar, porque concorreu Mercure Prize (melhor disco de música no Reino Unido) com Radiohead e cia. das pesada!
Há pouquinho tempo, lançou mais dois EPzinhos que tem a mesma sonoridade: pegada light, atmosfera densa, climão ambient. Chamam de dubstep, por conta do 2-Step da levada, eu prefiro ambient, mesmo detestando rótulo. Enfim, experimentaê essa novinha, 'NYC' do EP "Street Halo".
Do discão "Untrue" de 2007, 'Archangel' é boa pedida para que tire a sua conclusão: se é som pro seu ouvido, ou não. O conceito do Burial é esse aí e já era! Pegar ou largar. ;)
O susto é a faixa 'Broken Home' do primeiro disco, toda errada! Toooda errada, rs!
O som do Dj RXRY é descrito como drowntempo (drown, de afogar). Acho que é bem por aí mesmo. O papo da construção disso é que é meio doido. Lendo sobre, cheguei a conclusão que RXRY tá mais pra pesquisador do que pra músico. Sei que isso que ouço me agrada e muito.
O disco "DLTRA", foi lançado no comecinho deste ano e veio mais ousado que a experimentação, vulgo disco, do ano passado ("Alpha"). Psychic Wav Manipulation and Telepathic Sound é o papo do tal laboratório de pesquisa. Acho que foi por isso que me senti na navezinha do joguinho de SNES, o R-Type III, ouvindo 'Aertheiwflx'!
Carbon Based Lifeforms é Johannes Hedberg e Daniel Segerstad. Esses caras fazem o típico som que chamo de "música para dormir". Não sei quanto aos visitantes do blog, mas eu, tenho músicas que ouço de acordo com o estado de espírito, do momento. E o CBL, normalmente ouço na hora de dormir, ou, num momento de calmaria mais introspectivo, de preferência.
Indico o disco "Interloper" por ser o que mais apreciei. Tem ótimos beats, downtempo de qualidade, dentro dessa atmosfera calminha, tranqüila.
Experimentaê! 'Right Where It Ends', segunda faixa do "Interloper", discão...
Aproveita que tá na onda e experimente também a 'Init'! Só não vale dormir! heheheh
Acho esse disco uma obra de arte! Discão de cabeceira!
Dorgas são quatro nerds cariocas: Cassius Augusto (voz, baixo, teclados), Gabriel Guerra (voz, guitarra, teclados), Eduardo Verdeja (guitarra) e Lucas Freire (bateria), muito loucos (!) que experimentam e o resultado é incrível. O som é meio indie, meio post-rock, meio minimal, meio tudo! É mó frestyle! Coisa que nunca encontrei (do bom) no Brasil. Normalmente é bom, mas tem muita referência, não tem bem cara, identidade, tá ligado? E essa bandinha, se não fosse o que cantam em português, quase que de fundo, não perceberia que são brasileiros, no duro mesmo.
Na busca, descolei 2 EP's. Do primeiro, "Verdeja Music", lançado em 2010, indico de cara a primeira faixa 'Bruff' que achei muito lôca!
Então, do último EP'zinho, de 2011 "Loxhanxha", indico a faixa 'Dito Antes', com clipe, brisa e tudo!
E aí, não é mó dorga da boa?
hahahahah confesso, que ao escrever o título do post, morri de RIR!!!
Bandinha suéca lançada em 2007 por dois produtores (!) Christian Karlsson, Pontus Winnberg, e também do músico-produtor Andrew Wyatt, vocalista da banda. Time de peso que já trampou na construção de grandes hits de figuronas do meio POP, como Britney Spears, Madonna, etc e tal. Com muita satisfação, indico a experimentação de Miike Snow!
O disco "Happy To You" tá fresquinho, acabou de sair do forno! Sonoridade bem consolidada (é Miike Snow, e pronto!), e tá bem inovador. Inclusive, acho válido comentar sobre os vídeos que estão aparecendo no Youtube! O primeiro que assisti morri de rir! 'Paddling Out', se liga...
Não é bom demais esse narigudinho magrelo plastificado? hhahahah
O que percebi no andamento do disco é que a sonoridade tá bem condensada, peso em grave, uns beatzão. Mas, por mais condensado que esteja, não é triste, não é melancólico, é um disco de atmosfera feliz. E os vídeos, então? Acho que os vídeos deste disco resultarão em um longa metragem dos bão. Em 'Devil's Work', o narigudinho feliz corre, corre...
'The Wave', segundo episódio, os policiais comem rosquinha, dão uma dançadinha... heuhehueh
Chega de papo! Baixe o disco, porque, essas faixas nem são as melhores =P
Banda de Berlin, o Modeselektor é todo "da rave, meo"! É dançante? É inteligente? Sim! Por essas e outras que eles são caracterizados também como IDM, Glitch, etc. É que os caras experimentam muito! Do pseudo-baladinha-do-quase-rock aqui, até a "techneira" da rave ali, experimentam. O bom disso é que não ficamos presos a ter um ótimo disco pelo conceito ou um péssimo disco, pela mesma razão. O conceito aqui é por faixa!
Pelo menos no disco "Monkeytown", lançado em 2011, a experimentação é aplicada por faixa, tipo, cada uma na sua vertente. Se liga na terceira faixa do disco que tem participação especial do Thom Yorke, vocalista do Radiohead, 'Shipwreck'...
O bom desta faixa é que ela é morna, tem a 'vozinha-taquara non-sense' do Thom Yorke, que é colaborador sempre bem vindo, o beat cozido e tal. Assim que ela termina, entra a 'Evil Twin' que terei de compartilhar, porque, é rave pura! Ótimo beat, scratches caprichadões! E o vídeo clipe, simplesmente incrível! Se liga...
Bom, poderia passar duas horas comentando sobre este disco que eu tanto ouvi, mas, tenho um adendo a fazer aqui. Eles vêm pro Sónar! SIIIM! Estão no line up do dia 12/05! E eu, já tô lá!!
O canadense Sandro Perri é musico e produtor, e faz um post-rock, eletrônico, experimentado até o folk. Fui claro? LOL! O melhor que pude perceber do som dele é a delicadeza das composições. Mó bonitinho...
A bola da vez é o disco "Impossible Spaces", lançado em 2011, que chega até a nos remeter brevemente a atmosfera "mpbística" refinada da cena nacional. Não vou prolongar a rasgação de seda, porque, o melhor é vc ouvir e tirar suas conclusões. A primeira faixa do disco já explica a brisa: 'Changes' - dá o play, macaco!
Outro momento "mpbístico-psicodélico", 'Wolfman', sexta faixa do mini-disco, explora uma criatividade simplória, estranha, delicadíssima, cheio dos barulhinho, muito bem feita. Se liga...
Pra quem acompanhou a tragetória do Mars Volta sabe muito bem que eles são porreta! Pelo menos, eram! Mas serei sincero, não encontrei problema nessa nova fase, não! Muito pelo contrário, senti os caras na sintonia e pra mim isso vale muito mais que gravar um discão porreta de 'rôóak'!, que não acrescenta muita coisa artisticamente, daqueles que ganha só porque é pesado e isso basta. tá ligado?
O "Noctourniquet" veio bonzão! Sonoridade leve, conceitual, só que menos cabeçudo, de facil audição e cheio de ótimas melodias!
A faixa que abre o disco é 'The Whip Hand', vem cheia de distorções eletrônicas e batera judiada! 'Aegis', segunda faixa, já começa rolando, tem um refrão pegajoso! Em 'Dyslexicon', que "começa do meio" também, eles vão quebrando mais e já dá pra sacar como que o enredo tá melódico, mas, quebrado, judiado, bem tocado. 'Empty Vessels Make The Loudest Sound', segura o disco inteiro! É um docinho! Faixa após faixa o disco vai impressionando, nos mínimos detalhes.
Indico uma única faixa, pois, o ideal é baixar o disco, porque tá fodidinho de bão! Vai lá... 'The Malkin Jewel'...
Ben Mono é multi-instrumentista, produtor musical, remixer e DJ. No disco "Dual" lançado em 2003, ele representa muito bem suas bases que vão do jazz, soul, deep house até acid jazz e break beats.
A sonoridade deste disco é impressionante, percebe-se que cada segundo de cada faixa foi minuciosamente pensado. A faixa que abre o disco é 'Suburban Resident' e tem participação da cantora Bajka Pluwatsch que dispensa comentários! Saca só...
O intrigante no disco é que logo na terceira faixa ele já vai saindo da "zona de conforto" e os arranjos se tornam uma 'bagunça' em vozes, mas, sem largar a proposta sonora.
Pra encerrar, a quarta faixa 'Protection', ainda com participação de Bajka Pluwatsch.
O line up do Festival Sónar São Paulo tá recheado de grandes atrações. E o Austra, banda canadense de Toronto também vem e certamente pra fazer uma performancezona disco "Feel It Break" lançado em 2011.
Tá, mas e...? E que essa vocalista Katie Stelmanis tem um puta vozeirão, a sonoridade da banda é tipo um dreampop dos bão e já emplacaram hits no player do babão aqui.
Se liga no som 'Lose It'...
A sonoridade do disco é tipo um dreampop bem eletronico, com pé nos anos oitenta. Masterização não muito limpa o que retrata mais... ouça 'Beat And The Pulse'...
Psilosamples é Zé Rolê, um sujeito bem curioso que estará dividindo a pista do Festival Sónar em São Paulo com outras atrações nacionais e principalmente internacionais que farão parte do line up do espetáculo.
Se liga que no som 'bit coração', dá pra descolar o riff sampleado daquela canção de "Milton Nascimento", 'Canção da América', muito aconchegante o som. Nem parece coisa de brasileiro, hehehe
"Psilosamples produzido por Zé Rolê é o resultado de inúmeras experiências pelo universo musical pouco explorado pela tradicional cultura popular psilosamples relembra vários temas, cantigas, texturas, remixes e sampleadas, a favor de um ambiente sonoro abstrato sem grandes preocupações com tradição musical, suas performances são feitas com um computador e controladores digital executando softwares, melodias, rítimos e ruídos, explorando eletrônicamente diversas influências, algumas delas regionais, folclóricas, ao mesmo tempo que tecnico. Uma apresentação de improvável refinamento pelo universo da musica eletrônica, entre outras denominações que psilosamples se caracteriza."
É 'merrmão', o Brasil não é só carnaval, axé e funk, não!
Problemão é ser surpreendido dois anos depois por um mini disco, de oito faixas apenas, que cada uma delas dá até arrepio. Onde é que eu tava? Sei lá! Sei que fiquei bestão ao conhecer o disco "Prismic Tops" lançado em 2010 de DIMLITE - Dimitri Grimm.
A primeira faixa do disco 'Kalimba Deathswamp / Kurt Feelings', foi um murro no estômago! Só pensava "onde esse cara tá indo?". E não é que chegou na conclusão? O papo começa descompassado virado no hip hop e depois termina lá no jazz, grandão! Vai lá...
Trampão decente, maano! Daí, veio a segunda faixa que começou lá no matagal com a família de grilos e virou um trip hop do bão. "On The Same Picture" tem a colaboração da cantora performer Elan Tamara, que diga-se de passagem, fez parceria perfeita. Delicinha esse som, se liga só...
Desabafo: Chegaram no Brasil, fizeram um sambinha do bom, e logo, este que poderia ter lá seus 6 minutinhos, tem apenas 1:31!? #MANCADA! Mas, na bowa... não é aconchegante o sambinha? Ouve aê...
Agora deixo a dica. Baixe o "Prismic Tops" e se surpreenda.
Depois de entender que música eletrônica deve ser tão respeitada quanto a clássica, passei a explorar os artistas partindo dos últimos discos, afinal, o último certamente há de ser o mais inovador, né? Balela! Dancei (literalmente) quando conheci o Telefon Tel Aviv tarde com os discos últimos discos, o "Immolate Yourself", lançado em 2009 e o "Map Of What Is Effortless", de 2004. Mas, o choque mesmo foi conhecer o primeiro disco "Fahrenheit Fair Enough", lançado em 2001 sem nem saber de sua existência. Passei pelo torrent e não vi, não tinha link, enfim.
Depois de muitas audições, conclui que este disco era pra ser lançado ainda (WTF?!?!?), tipo em 2014, sei lá! Ouça 'ttv' e compartilhe comigo a experiência de ouvir algo extremamente inovador, porém, lançado há uma decadazinha atrás. Boa experiência...
Se você escutasse isso como inovação musical em 2014, passava, falaê?